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charles_darwin_1860-1Hoje, dia 12 de fevereiro de 2009, comemora-se os 200 anos de nascimento de Charlie Darwin e os 150 anos de publicação do livro “The Origen Of Species”.

E nesse momento especial, o blog Add Site não poderia deixar de apresentar a todos os leitores deste blog, o site: Ano Darwin 2009. Um portal dirigido à comunidade educativa – professores, educadores, pesquisadores, técnicos, alunos e pais – que visa fornecer um conteúdo últil de informações sobre o “Ano de Darwin 2009″ e atividades docentes. O site Ano Darwin 2009 apresenta informações a respeito das iniciativas desenvolvidas no Brasil e no exterior relacionadas com a comemoração do Ano de Darwin 2009. O portal tem como objetivo de iniciar uma organização, a nível nacional, das atividades relacionadas ao “Ano de Darwin 2009″. A idéia do site surgiu partir de uma reunião, realizada no dia 15 de julho de 2008, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas, SP, o “site” se iniciou, com a formação de um grupo de trabalho dirigida pelo professor Ildeu de Castro Moreira da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fazem parte do grupo de trabalho um seleto ilustre, formada por profissionais de universidades e associações

“Charlie Darwin foi um dos mais importantes pensadores de todos os tempos, Sua teoria de evolução dos seres vivos representou uma grande mudança no ensinamento biólogico, além de influenciar outras áreas de conhecimento. No ano de 2009 comemoramos o segundo centenário do nascimento de Charles Darwin (1809-1882) e o sesquicentenário de publicação do livro “The Origin Of Species” (A Origem das Espécies), 1859.” Para acessar o portal Ano de Darwin 2009, clique no link add abaixo:

Link Add: Ano Darwin 2009

charles_darwin_by_g_richmondSe existiu alguém que conseguiu decifrar a lógica da Natureza sobre a evolução dos seres vivos no mundo, este alguém foi Charles Darwin.  Darwin não só decifrou como entendeu o “pensamento” da Natureza a respeito dos objetivos e o sentido da vida. Traduziu para os livros a busca incessante da perfeição e melhoria das característica dos seres através da seleção natural, a preservação do que há de melhor em cada indivíduo como principal mote para a sobrevivência do mais adaptado ao ambiente em que vivem e, a transmissão genética destas virtudes para os descendentes. A Natureza exige e impõe metas para os seres vivos alcançarem, mas não é o fim em si mesmo, pois a evolução não termina:

1. O perfeito
2. O belo*
3. O simétrico

* Não é o belo das convenções culturais humanas…

charles-darwin5Charles Darwin chocou o mundo quando em 1859 publicou A Origem Das Espécies, onde defendia a sua teoria da seleção natural, hoje aceita unânimamente por toda a comunidade científica, mas que na altura teve o impacto de uma bomba. Diz esta teoria, para quem não sabe, que é o processo essencial na evolução das espécies, na sua adaptação e especialização. Em outras palavras, é a sobrevivência do mais forte e a adaptação do mais fraco às condicionalidades da vida.

Quando os ocidentais “descobriram” África e tentaram impôr no continente sistemas políticos e modos de vida que duraram séculos a implementar na sua própria civilização, o povo africano adaptou-se como pôde – a sobrevivência do mais apto. No entanto, essa quebra na evolução natural do homem, transformou África numa série de países errantes, em convulsões constantes e em condições de vida precária. Isto graças também aos chupistas ocidentais, que continuam a chupar de África todo o sangue que podem.

Nos anos 50, alguém teve a triste ideia de levar uma perca do Nilo para o Lago Vitória, considerado por muitos como o berço da humanidade, na Tanzânia. Em poucas décadas, a perca do Nilo desenvolveu-se brutalmente e devorou todas as espécies do lago, quebrando a ordem natural. Agora, arrisca-se a transformar-se numa fossa estéril se não forem tomadas medidas.

hms_beagle_by_conrad_martensÀ primeira vista parecem três teorias sem nada a ver umas com as outras. No entanto, o austríaco Hubert Sauper usou esta última como pretexto, para mostrar a segunda, usando a primeira como uma interessante analogia. O Pesadelo De Darwin é um documentário sobre a “pequena experiência científica” com a perca do Nilo no Lago Vitória, mas é sobretudo um documentário cruzada sobre o status quo africano, mais especificamente na Tanzânia.

O Pesadelo De Darwin é demasiado subtil, principalmente para aqueles que se têm habituado à nova vaga de documentários pop – Hubert Sauper é uma espécie de Michael Moore sério. Por isso, apesar de parecer que o filme se limita a filmar, recolher e mostrar, há que ler nas entrelinhas. Porque explicitamente, se o caso da perca do Nilo é tratado imparcialmente – de um lado, os comerciantes que lucram com as fábricas de filetes e que dão graças a Deus por aquele “acidente” que dá trabalho a tantas pessoas no país; do outro, os ambientalistas que antevêm um futuro trágico para o Lago Vitória se o cenário se mantiver – implicitamente está tudo lá, quando Sauper questiona o próprietário se sabe quantas pessoas consegue alimentar com 500 toneladas de peixe e este não sabe responder. Ou quando pergunta a um habitante cujo sonho é ir para a Europa, a terra dos sonhos, o que gostaria de comprar no Ocidente e este não sabe responder… E há ainda a prova de que a guerra continua a ser o único negócio proveitoso em África. Para todas as partes.

É certo que Hubert Sauper abusa na super-sensibilização do espectador, exagerando nos zooms dos amputados, demorando-se nas pessoas com sida ou aproveitando a morte de uma prostituta para registar a reacção das companheiras (um certo sensacionalismo), mas compreende-se a intenção. Corajoso, emocional (o espectador comove-se, dá um nó no estômago, desvia a cara e experimenta um sem-número de sensações ao longo do documentário) e interventivo: adivinha-se o Óscar na cerimónia da próxima semana. Pelo menos, um Le Big mac ganha de certeza.

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